Há uns quatro anos, um dos telejornais das 20h fazia um "directo" sobre o encerramento de uma empresa estrangeira. O jornalista esforçava-se por retratar a desolação (compreensível) dos trabalhadores em vigília.
A poucos quilómetros dali, outra empresa, também estrangeira, acabara de acordar com o Ministério da Economia novos investimentos na sua unidade em Portugal. Mas ali não havia câmaras...!
Lembrei-me dessa imagem ao ler Nicolau Santos sobre o país dos sucessos made in Portugal (YDreams, Salsa, Chipidea, Bial, etc), por oposição ao país do pessimismo. O autor queixa-se que, apesar do esforço da Imprensa, o país insiste na comiseração, em vez da celebração.
Podia esperar-se outra coisa de um povo que, nos últimos séculos, não teve muitas razões para sorrir (não é por acaso que até alguns dos seus filhos mais ilustres, como Vasco Pulido Valente, não acreditam na "regeneração"...)? O insucesso traz insucesso.
Isto não pode mudar? Pode. Mas implica fazer um "reboot" do mindset nacional. Nada que se consiga de um dia para o outro e sem um esgotante esforço de marketing: não podemos esquecer que o país real caminha muito atrás do país dos "iluminados". Se até a Imprensa (com poucas excepções) ainda há quatro anos se deliciava com as desgraças nacionais...
Artigo de opinião retirado do Jornal de Negócios Online, que retrata um pouco do que se passa actualmente na nossa sociedade em que se dá mais importância ao que está mal do que ao que é bem feito, daí criando uma onda de pessimismo, acho eu... Comentem
1 comment:
Não se pode dizer que Portugal, tem uma imagem má, lá fora.
Afinal de contas continuamos a ser o número 1 para muitos ucranianos!!!
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